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Dores Crônicas

Costocondrite: sintomas, causas e como tratar

A dor no peito que piora ao apertar o local raramente vem do coração, e esse é o primeiro teste.

Publicado em Leitura5 minutos Revisão médicaDr. Pedro Paulo Prudente, CRM-GO 12744
Paciente sentado no consultório com a mão apoiada sobre a região do peito

Costocondrite é a inflamação da cartilagem que liga as costelas ao osso do meio do peito, o esterno. Ela provoca dor na parede torácica que piora ao respirar fundo, ao tossir e, principalmente, ao apertar o ponto dolorido com o dedo. É uma causa comum de dor no peito e não tem relação com o coração.

O que é costocondrite

Cada costela se conecta ao esterno por um pedaço de cartilagem. Quando essa junção fica irritada, o movimento normal da respiração passa a doer. A dor costuma se concentrar entre a segunda e a quinta costela, do lado esquerdo com mais frequência, o que ajuda a explicar por que tanta gente pensa em problema cardíaco.

Existe uma variante chamada síndrome de Tietze, em que além da dor aparece um inchaço visível sobre a articulação. É menos comum e costuma afetar uma única costela.

Costocondrite é ansiedade?

Não. A costocondrite é um problema físico da parede do tórax, com dor que se reproduz ao toque. O que a ansiedade faz é outra coisa, e vale entender a diferença porque ela aparece muito na consulta.

Quem tem dor no peito costuma ficar tenso, respirar de forma mais curta e alta, e contrair a musculatura intercostal e do pescoço. Essa tensão aumenta a carga sobre as mesmas articulações que já estão irritadas, e a dor piora. Ou seja: a ansiedade não causa a costocondrite, mas alimenta o ciclo que a mantém.

O contrário também acontece. Uma dor no peito que ninguém explicou gera medo, e o medo gera mais tensão. Receber um diagnóstico claro costuma ser, por si só, parte do tratamento.

Como diferenciar da dor cardíaca

Essa é a dúvida que traz a maioria das pessoas. Existem padrões que ajudam, mas nenhum deles substitui uma avaliação médica quando a dor é nova.

Comparação entre a dor da costocondrite e a dor de origem cardíaca
Característica Costocondrite Dor cardíaca
Tipo de dor Pontada ou fisgada, bem localizada Aperto ou peso, difuso, difícil de apontar
Ao apertar o local Reproduz exatamente a dor Não muda nada
Ao respirar fundo Piora Em geral não muda
Com esforço físico Depende do movimento do tronco, não do esforço Piora com esforço e alivia com repouso
Sintomas junto Nenhum, em geral Suor frio, náusea, falta de ar, dor no braço ou na mandíbula
Duração Semanas, com altos e baixos Minutos, em crises

Quando procurar atendimento de urgência

Independentemente do que a tabela sugira, procure um pronto-socorro se a dor no peito vier acompanhada de suor frio, náusea, falta de ar, desmaio, palpitação forte, dor que irradia para o braço esquerdo, o pescoço ou a mandíbula, ou se aparecer durante esforço físico. Vale o mesmo para quem tem pressão alta, diabetes, colesterol alto, é fumante ou tem histórico de infarto na família.

O que causa a costocondrite

Nem sempre existe um gatilho identificável, mas os mais comuns são:

  • Esforço repetido do tronco. Levantar peso, mudança de casa, treino novo de supino ou barra.
  • Tosse prolongada. Uma virose ou crise alérgica com semanas de tosse sobrecarrega a parede do tórax.
  • Trauma direto. Pancada, queda ou acidente de trânsito.
  • Postura mantida. Horas em posição fechada, com ombros à frente, encurtam a musculatura peitoral.
  • Doenças reumáticas. Menos frequente, mas possível em quadros inflamatórios sistêmicos.

Como a costocondrite é tratada

Na maior parte dos casos o quadro é autolimitado: melhora sozinho em algumas semanas a poucos meses. O tratamento serve para encurtar esse tempo e tornar o período suportável.

Primeiras semanas

  • Reduzir o que provoca a dor: pegar peso, empurrar, exercícios de peito e de ombro.
  • Calor local, que costuma funcionar melhor que gelo nessa região.
  • Analgésico ou anti-inflamatório, quando indicado pelo médico e por tempo curto.
  • Reeducar a respiração. Respirar pelo diafragma, e não pela parte alta do tórax, tira carga das articulações irritadas.

Quando a dor não cede

Se depois de seis a oito semanas a dor continua, o quadro deixa de ser apenas local. É comum que a essa altura já existam pontos-gatilho na musculatura intercostal e peitoral, mantendo a dor mesmo com a cartilagem já recuperada. Esse é o mesmo mecanismo descrito no artigo sobre dor na costela.

Nessa fase entram recursos que agem sobre a musculatura e sobre o processamento da dor: acupuntura para dor crônica, agulhamento dos pontos-gatilho e, em casos selecionados, infiltração local do ponto doloroso. A escolha depende do exame, não do tempo de queixa.

Perguntas frequentes sobre costocondrite

Qual médico procurar para costocondrite?

Na dor no peito recente, o primeiro passo é afastar causa cardíaca, o que se faz no pronto-socorro ou com o clínico geral. Confirmado que a origem é a parede do tórax, o acompanhamento fica com o ortopedista ou com um especialista em dor crônica, sobretudo se o quadro já dura meses.

Quanto tempo dura uma costocondrite?

A maioria dos casos melhora em quatro a doze semanas. Uma parte menor persiste por vários meses, geralmente quando a carga que provocou o quadro não foi ajustada ou quando existe tensão muscular associada mantendo a dor.

Qual remédio é usado para costocondrite?

Analgésicos e anti-inflamatórios são os mais usados, sempre com prescrição e por período curto. Relaxante muscular pode ajudar quando há muita contratura associada. Nenhuma medicação trata a causa: ela alivia enquanto a cartilagem se recupera.

Costocondrite aparece em exame de imagem?

Em geral não. O diagnóstico é clínico, feito pelo exame físico que reproduz a dor ao apertar a junção da costela. Exames como raio X e tomografia servem para afastar outras causas, não para confirmar a costocondrite.

Posso treinar com costocondrite?

Sim, evitando o que reproduz a dor. Membros inferiores, caminhada e bicicleta costumam ser bem tolerados. Supino, crucifixo, flexão de braço, barra e qualquer movimento que estenda o peito devem esperar a fase aguda passar.

Costocondrite pode virar crônica?

Pode. Quando a dor passa de três meses, o sistema nervoso muitas vezes já mantém o sinal mesmo com a inflamação resolvida, um mecanismo parecido com o que ocorre na dor neuropática. Nesses casos o tratamento muda de foco.

Onde tratar costocondrite em Goiânia

Dor no peito que já foi investigada, deu tudo normal no coração e mesmo assim continua incomodando é um dos motivos mais frequentes de consulta. O Dr. Pedro Paulo Prudente atende esse tipo de quadro no consultório do Setor Bueno, com acupuntura médica, agulhamento e demais recursos de clínica de tratamento da dor em Goiânia.

Dr. Pedro Paulo Prudente, médico da dor em Goiânia
Revisão médica Dr. Pedro Paulo Prudente

CRM-GO 12744. Médico da dor em Goiânia, com residência em Medicina do Exercício e Esporte pela UNIFESP-EPM, título de especialista em Acupuntura e pós-graduação em Atuação em Dor. Integra a Câmara Técnica de Acupuntura do CREMEGO.

Primeira consulta

Ler ajuda, mas só a avaliação define a conduta

Se a dor já dura mais de três meses e nenhum tratamento resolveu, vale investigar o que está mantendo esse quadro. O consultório atende de segunda a sexta, das 8h às 18h.

Revisão do conteúdo: , pelo Dr. Pedro Paulo Prudente, CRM-GO 12744.

Aviso ao leitor: este texto tem finalidade informativa e segue o Código de Ética Médica e a Resolução CFM 1.974/2011. Se você convive com dor, nada do que está descrito aqui serve como diagnóstico ou como orientação de tratamento para o seu caso. Só uma avaliação clínica presencial define a conduta certa.

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