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Procedimentos para dor

Neuromodulação e eletroterapia para dor em Goiânia

Quando o sistema nervoso aprende a doer, o caminho é reeducar o sinal em vez de silenciar o sintoma.

Publicado em Leitura5 minutos Revisão médicaDr. Pedro Paulo Prudente, CRM-GO 12744
Eletrodos adesivos com cabos aplicados no joelho durante sessão de eletroterapia

Neuromodulação é o uso de estímulo elétrico controlado para alterar a forma como o sistema nervoso conduz e interpreta o sinal de dor. Na prática de consultório, isso é feito por meios não invasivos: eletroestimulação transcutânea, eletroacupuntura e correntes analgésicas. O alvo não é o local que dói, e sim o circuito que mantém a dor ligada.

Quando a dor deixa de ser um sintoma e vira o problema

A dor existe para avisar. Quando algo machuca, terminações nervosas enviam um sinal, o cérebro interpreta e a pessoa reage. Passado o tempo de cura, o sinal deveria cessar.

Em parte das pessoas isso não acontece. O sistema passa a conduzir o sinal com mais facilidade, o limiar cai, e estímulos que antes não incomodavam passam a doer. Um toque leve incomoda, uma roupa apertada incomoda, e a dor se espalha para além da região original. Esse fenômeno se chama sensibilização, e é o que explica dor persistente com exames normais.

É nesse cenário que a neuromodulação faz sentido. Não há mais lesão para tratar: há um circuito desregulado, e o objetivo passa a ser reeducar esse circuito.

Como o estímulo elétrico age

Os mecanismos mais bem descritos são três:

  • Teoria das comportas. O estímulo de fibras nervosas grossas, responsáveis por tato e vibração, compete com a transmissão das fibras finas que levam a dor, e reduz a passagem do sinal na medula.
  • Liberação de opioides endógenos. Frequências baixas favorecem a liberação de endorfinas e encefalinas, que são os analgésicos do próprio corpo.
  • Ativação das vias inibitórias descendentes. São os freios naturais da dor, que costumam estar enfraquecidos em quem convive com dor crônica.

A frequência utilizada muda o efeito. Frequências altas tendem a produzir alívio rápido e de duração menor; frequências baixas produzem efeito mais lento, porém mais duradouro, com maior participação dos opioides próprios. Essa escolha faz parte da indicação clínica.

Os recursos de neuromodulação usados no consultório

Recursos de neuromodulação não invasiva usados no tratamento da dor
Recurso Como funciona Onde costuma ser usado
TENS Eletrodos na pele, sobre a região dolorida ou no trajeto do nervo Dor localizada, e pode ser continuado em casa
Eletroacupuntura Estímulo elétrico aplicado às agulhas já inseridas Dor crônica difusa, contratura profunda, fibromialgia
Corrente interferencial Duas correntes que se cruzam e alcançam tecidos mais profundos Dor profunda em coluna, quadril e ombro
Corrente de baixa frequência Estímulo lento, voltado à liberação de opioides endógenos Quadros de sensibilização, com efeito mais prolongado

Na maior parte dos casos, esses recursos não são usados isolados. A combinação mais frequente é a eletroacupuntura dentro de uma sessão de acupuntura com estímulo elétrico, somando o efeito da agulha ao do estímulo elétrico.

Em quais quadros a neuromodulação é indicada

  • Dor neuropática, com queimação, choque ou formigamento.
  • Dor crônica na coluna que não responde ao tratamento habitual.
  • Fibromialgia e outras condições com sensibilização central.
  • Dor persistente depois de cirurgia, sem complicação que a explique.
  • Neuropatia diabética dolorosa e neuralgia pós-herpética.
  • Dor musculoesquelética crônica, como complemento ao fortalecimento.

A dor neuropática é uma das indicações mais características, porque responde mal a analgésico comum e a anti-inflamatório. O tratamento da dor neuropática descreve as demais frentes desse quadro.

O que esperar, sem exagero

A neuromodulação não invasiva tem um efeito real e mensurável, e ao mesmo tempo modesto quando usada sozinha. As revisões descrevem redução da intensidade da dor e melhora da função, com magnitude variável entre as pessoas e entre as condições.

Duas coisas aumentam bastante o resultado. A primeira é a combinação com movimento: o estímulo reduz a dor, e é o movimento que reconstrói a capacidade do corpo. A segunda é a continuidade, já que quadros de sensibilização levam semanas para mudar de patamar.

E há uma vantagem prática que pesa: o perfil de segurança é favorável, com poucos efeitos adversos, o que torna o recurso útil para quem já usa muitos medicamentos ou tem restrição a eles.

O que este tratamento não é

O termo neuromodulação circula com sentidos muito diferentes, e vale delimitar o que se faz em consultório para ninguém chegar esperando outra coisa.

  • Não é implante de neuroestimulador. Existe um campo de neuromodulação invasiva, com eletrodo implantado na medula ou em nervo periférico, feito em centro cirúrgico e reservado a casos selecionados de dor refratária. Não é o que se descreve aqui.
  • Não é estimulação cerebral. Técnicas como a estimulação magnética transcraniana pertencem a outro contexto de indicação e a outro tipo de serviço.
  • Não é aparelho de estética. Equipamentos de eletroestimulação vendidos para tonificação muscular usam corrente com outra finalidade e outro parâmetro.

O que se faz é neuromodulação periférica não invasiva: eletrodo na pele ou estímulo através da agulha já posicionada, com parâmetro escolhido conforme o diagnóstico. Sem corte, sem internação e sem período de recuperação.

Perguntas frequentes sobre neuromodulação

A neuromodulação dói?

Não. A sensação é de formigamento ou de pequenas batidas na pele, ajustada até um nível confortável. A intensidade é regulada durante a sessão: estímulo que provoca dor está acima do necessário e não traz mais benefício.

É a mesma coisa que o aparelho de TENS de farmácia?

O princípio é o mesmo, mas o que muda o resultado é a indicação: onde posicionar os eletrodos, qual frequência usar, por quanto tempo e para qual diagnóstico. Aparelho certo com parâmetro errado costuma ser a razão de quem tentou em casa e não sentiu diferença.

Quem tem marca-passo pode fazer?

Portadores de marca-passo e de outros dispositivos eletrônicos implantados exigem avaliação específica antes, e há situações em que o recurso é contraindicado. Gestação, epilepsia e trombose recente também pedem discussão prévia.

Quantas sessões são necessárias?

Depende do quadro. Dores localizadas podem responder em poucas sessões, enquanto quadros de sensibilização costumam exigir um ciclo de oito a dez, com uma a duas por semana, seguido de reavaliação e eventual manutenção.

Substitui o remédio para dor?

Nem sempre, e essa não é a promessa. Em parte dos casos permite reduzir a dose ou a frequência da medicação, sempre com acompanhamento. Em outros, atua junto com ela. Qualquer alteração de medicação precisa de orientação médica.

Onde fazer neuromodulação em Goiânia

O Dr. Pedro Paulo Prudente tem título de especialista em Acupuntura e pós-graduação em Atuação em Dor, e atende no consultório do Setor Bueno, na R. T-41, 390, de segunda a sexta. A escolha do recurso depende do exame e do diagnóstico, e não de um protocolo fixo. Conheça os demais procedimentos para tratamento da dor e, se o seu caso é dor difusa pelo corpo, a acupuntura aplicada à fibromialgia.

Dr. Pedro Paulo Prudente, médico da dor em Goiânia
Revisão médica Dr. Pedro Paulo Prudente

CRM-GO 12744. Médico da dor em Goiânia, com residência em Medicina do Exercício e Esporte pela UNIFESP-EPM, título de especialista em Acupuntura e pós-graduação em Atuação em Dor. Integra a Câmara Técnica de Acupuntura do CREMEGO.

Primeira consulta

Ler ajuda, mas só a avaliação define a conduta

Se a dor já dura mais de três meses e nenhum tratamento resolveu, vale investigar o que está mantendo esse quadro. O consultório atende de segunda a sexta, das 8h às 18h.

Revisão do conteúdo: , pelo Dr. Pedro Paulo Prudente, CRM-GO 12744.

Aviso ao leitor: este texto tem finalidade informativa e segue o Código de Ética Médica e a Resolução CFM 1.974/2011. Se você convive com dor, nada do que está descrito aqui serve como diagnóstico ou como orientação de tratamento para o seu caso. Só uma avaliação clínica presencial define a conduta certa.

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